Mas voltinha atrás de voltinha fomos parar à Serra do Buçaco, o que por acaso foi uma boa surpresa (pena o gelo que se fazia sentir) que aquilo lá é bem bonito e tem uns palacetes que, para quem mora na cidade, às vezes não tem noção das belezas que o nosso próprio país demonstra.
Depois então, tentámos (e aqui o tentar é para ser valorizado!) ir para o Caramulo, lá encontrámos o caminho certo pela estrada nacional, mais rotunda, menos rotunda, mais plaquinha, menos plaquinha, passamos por um jogo de futebol Anadia FC vs outro clube de nome curioso que agora não me recordo, mas foi pena porque chegamos mesmo no final da partida e já só vimos os senhores treinadores de bancada a discutir os lances mais polémicos.
Voltados à estrada correcta, chegámos ao sítio certo e até já víamos aquilo que nos parecia ser a serra e de facto já estávamos a subir imenso...mas eis que a tarde solarenga rende muito pouco e então a noite começou a cair e nós ainda metidos nas subidas atrás do Caramulo...de vez em quando as plaquinhas surgiram mas desapareciam tão rapidamente que com os vários cruzamentos era difícil decidir o melhor caminho a seguir. Noite escura, uma gigantesca lua que nos acompanhava por entre as árvores e os imensos galhos no chão numa tentativa de derrubar o texugo, mas ele aguentou-se firme e fomos parar perto de uma ventoínha já na serra do Caramulo. E as ventoínhas fazem sempre parte das nossas viagens, tornou-se um hábito talvez...Estar perto de uma ventoínha, com ventinho a soprar, de noite, parecia que as enormes pás queriam rasgar o céu estrelado e no entanto, parecia que todo o mundo tinha parado ali, porque a sensação de tranquilidade e liberdade era de tal modo grande que se não fosse o frio que se fazia sentir, era menina para ficar ali mais um bocadinho...Só me apetecia citar uma das minhas músicas favoritas ao ouvido do condutor e dizer "drive...i don't care where just far...away..".
E descemos por fim, tentando descobrir o caminho para o Porto, por entre curvas e contra-curvas, chegamos a Águeda onde jantamos uma pizza a
Estar no meio da natureza e poder assimilar tudo o que ela nos dá num turbilhão de cheiros e cores e sons.
All is full of love...